O roubo de cargas continua sendo um dos riscos mais relevantes da logística rodoviária brasileira. Mais de 60% de tudo o que é movimentado no país passa pelas estradas, e essa dependência do modal rodoviário expõe toda a cadeia — indústrias, atacadistas, e-commerces e transportadoras — a um problema que combina crime organizado, tecnologia e rotas em constante mudança.

O tamanho do problema em números

Levantamentos do setor estimam que o prejuízo anual com roubo de cargas no Brasil supera R$ 1 bilhão, somando mercadorias roubadas e os impactos indiretos na operação logística — como aumento de prêmios de seguro e custos de gerenciamento de risco. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), empresas do setor chegam a destinar cerca de 14% da receita só para prevenção: rastreamento, bloqueadores, escolta armada e seguros pesados.

O crime mudou de comportamento

Um dos pontos mais importantes para quem contrata transporte é entender que o roubo de cargas deixou de ser um crime de oportunidade. Hoje envolve organizações estruturadas que escolhem rotas específicas, produtos de maior liquidez e janelas operacionais previsíveis. Levantamentos recentes mostram que a maior parte das ocorrências ainda acontece em centros urbanos e nas principais rodovias do Sudeste — região que concentra historicamente os maiores índices do país, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — mas o Centro-Oeste e o Norte vêm registrando crescimento relevante na participação dos casos, sinalizando uma migração geográfica do risco.

Quais cargas são mais visadas

Alimentos, cargas fracionadas, eletrônicos, medicamentos e autopeças aparecem consistentemente entre os produtos mais visados pelas quadrilhas, justamente por terem alta liquidez de revenda no mercado ilegal. Outro ponto de atenção apontado por especialistas em gerenciamento de risco é o envolvimento interno: uma parte relevante das ocorrências tem indícios de cooptação de motoristas ou colaboradores, o chamado esquema "chave na mão" — o que reforça a importância de processos internos de seleção, treinamento e vínculo empregatício direto com a transportadora, em vez de terceirização ampla da operação.

O que realmente reduz o risco

Especialistas em gerenciamento de risco logístico apontam um conjunto consistente de medidas eficazes:

  • Rastreamento via GPS 24h em todos os veículos, com monitoramento ativo e não apenas registro passivo de localização.
  • Frota própria e equipe com vínculo empregatício direto, reduzindo a exposição a infiltração de terceiros na operação.
  • Planejamento de rotas e horários, evitando paradas em pontos sem infraestrutura de segurança, especialmente no período noturno.
  • Equipe de segurança especializada para cargas de maior valor agregado, com protocolos claros de resposta a ocorrências.
  • Seguro de carga adequado ao tipo de mercadoria transportada, com cobertura revisada periodicamente.

Vale reforçar: a partir de 2026, a própria ANTT passou a cruzar eletronicamente os registros do RNTRC com os dados da SUSEP, verificando automaticamente se as transportadoras mantêm os seguros obrigatórios em dia — outro motivo para que embarcadores confirmem essa regularidade antes de contratar.

O papel da transportadora na prevenção

Para empresas que contratam frete com regularidade, a escolha do parceiro logístico é, na prática, parte da própria estratégia de gerenciamento de risco. Trabalhar com uma transportadora que mantém frota e equipe próprias, investe em rastreamento contínuo e tem equipe de segurança estruturada reduz significativamente a exposição da carga — e da própria reputação da empresa contratante — a esse tipo de ocorrência.

Sua carga merece rastreamento e segurança de ponta a ponta

A REC Transportes opera com frota própria, equipe própria e rastreamento 24h em todas as unidades.

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Fontes consultadas: Confederação Nacional do Transporte (CNT); Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística); Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); levantamentos setoriais sobre roubo de cargas no Brasil em 2025-2026.